Quarta-feira, Maio 23, 2012


As tiradas aqui em casa estão minuto a minuto (e o problema é que a gente esquece se não registrar na hora, né?). Passamos o dia embasbacados, naquele nível de “onde é que essa menina aprendeu isso”.

-  Nas Americanas, vê uma revistinha da Monica (adora! Mas eu conto a história editada, tirando as porradas no Cebolinha, hehe), pega e diz “eba, vô compá”. Corre e entrega para o Caixa – “pagá moço”.
- Vê uma brinquedoteca: “eba, binquedo, vamu gente. Mamãe, tá abeto (aberto)?”.
- Na livraria, com o livro no colo: “ela uma veiz...”
- Vê um neném chorando e diz: “não chóia, neném, vô pegá chupeta” – e olha que ela nem sequer chupa chupeta.
- Pega meu celular, que não liga, e diz: “tá sem bateía”
- Termina de se vestir e diz "mamãe, ó o luk (look)"
- De tanto eu limpar o nariz dela o dia inteiro, vem atrás de mim com o dedo sujo: “mamãe, meeca (meleca) gigante, mimpa (limpa). Ó o tamano (tamanho).

Se eu conto, ninguém acredita!


Quarta-feira, Maio 16, 2012

Eu estou vivendo la vida loca

SEM marido, que, por causa do trabalho, está em outra cidade
SEM babá/empregada que, grávida, está de repouso
COM uma babá/empregada nova que começa semana que vem e meodeos como isso é complexo
COM a Lara que emenda doencinha em doencinha e está no terceiro antibiótico do ano
SEM conseguir marcar consulta em nenhum homeopata que me indicam, não quero mais você alopatia COM uma filha que, por causa dos remédios, teve uma dor de barriga tão forte que a fez chorar de 3h45 às 4h45 sem parar, eu sem saber o que fazer, dei analgésico, remédio para pum, até que um banho de cocô levou a dor embora e ela foi dormindo e dizendo “acabou, acabou”. Eu chorava e tinha ânsia de vômito ao mesmo tempo
COM trabalho porque minhas férias tiveram 40 dias, mas, ainda assim, eles acabaram. Aí toca ter que trabalhar na hora do almoço, arruma alguém para levar a Lara na escola, sai tarde do trabalho, vai buscar Lara na casa da sogra. Aí ou ela já dormiu e não quer dormir nunca mais, ou está cantando “não vai valer, noventa e nooooove*”
COM Damien Rice tocando no som porque não basta estar vivendo um inferno, tem que ter trilha sonora deprimente corta-pulsos
COM Grey’s Anatomy em dia, porque só Shonda Rhimes consegue fazer algo tão dramático quanto eu COM muita comida gordurosa, muita comida congelada, cachorro quente no lanche, muito chocolate, porque eu não tenho marido para me abraçar, então eu durmo abraçada no ovo de páscoa
COM um ponto de interrogação gigantesco na minha cabeça. Should I stay (how?) or should I go (I don´t want to!)

 *música da abertura da novela das

19h PS: E com uma menina que OMG é muito fofa e inteligente, que viaja tanto de avião que se diz igual à barata (aquela que sempre diz que viaja de avião) que já me pergunta “mamãe, tá chorando? Tá feliz?”. que sabe dizer em cada cidade mora seus entes queridos espalhados por esse país!

Quarta-feira, Março 28, 2012

Onde essa menina aprendeu isso?

É oficial, eu tenho uma menina MUITO tagarela em casa. Eu e husband passamos o dia nos perguntando "onde essa menina aprendeu isso?"

- Lara, vem tomar o remédio!
- (corre para o pai) Cacai, socorro, socorro

- Lara, faz uma massagem na barriga da mamae
- (aperta duas vezes) Ponto (pronto)

Encontra o sapato do pai no meio da casa: "icença papato do cacai" (está falando as preposiçoes, taaaao fofa)

"Qué domi cato da mamae" (quero dormir no quarto da mamae)

"A nede já chego?", pergunta pela babá

- Lara, o que voce vai fazer na escola?
- Bica miguinho (brincar com o amiguinho)

"Baiga doiendo, massage" (barriga doendo, massagem!)
"Abo banu cacai" (acabou banho do papai, ao ouvir o chuveiro ser desligado.

"Coda, mamae, a uaua ja codo" (acorda, mamae, a Lara já acordu), 'as 7h da manha!
"Qué esse?", (quem é esse), aponta para o amigo desconhecido

Vê uma pessoa passando e sai correndo, só para chegar perto e dizer "icença, moço".

Escola, lado A

Todo dia a Lara chega cantando uma música diferente - ja sabe mais músicas do que o pai. E eu rebolo para adivinhar o que ela está cantando.

Passou uma semana no "oda, oda, oda" e eu só adivinhei o que era quando acrescentou um "pama, pama, pé, pé" (sacaram?)

Outro dia cantou "a mamae gitou ca, ca, ca, ca" niqui eu descobri na hora: Xuxa (!!!!), oh god!

Marcha pela casa cantando : macha papel, macha papel

E canta alguma música de "bochecha, pu, orelha, ai", que eu ainda nao consegui desvendar, alguém sabe qual é? (achei até que estavam puxando a orelha dela na escola, hehehe)

Conta até 8, mas sempre parte do 2, hehe.

Escola, lado B

Lara já ficou doente três vezes desde fevereiro. Está com tosse há mais de uma semana, já teve dor de barriga com febre e amigdalite bacteriana (código dos pediatras para antibiótico). Ainda acho que, nao fossem as circustancias, esperaria um pouco mais para por na escolinha, por mais fofas que sejam as musiquinhos.

Outro dia, viu um pirulito e gritou: chocoiaaaaate. ONDE ESSA MENINA APRENDEU ISSO???

Só nao fui reclamar na escola porque ela pegou o pirulito e ficou brincando, nao quis comer. Ela tem alergia a leite e eles sabem que ela nao come açucar, mas cade que eu tenho certeza do que ela come lá?


*teclado sem acentos, favor relevar

Sexta-feira, Março 09, 2012

Bater

Daí que um pai foi detido por bater numa criança de 3 anos, na escola, com cinto. E os comentários da notícia me assustaram tanto quanto ela.
E antes de eu ter filho, eu dizia que ia bater na minha filha, que eu apanhei e foi bom e tals.
Pode ser que a minha opinião mude, mas hoje não consigo me ver fazendo isso. Lara tem 1 ano e 6 meses e ENTENDE o que a gente fala para ela. E se eu converso o bastante, ela obedece. É óbvio que às vezes dá birra (e eu não tenho NENHUMA paciência), e na rua eu me envergonho quando ela dá um grito. Mas eu converso e ignoro. Converso e ignoro. "Não fala chorando, explica para a mamãe que você quer isso". E ignoro gritos para chamar a atenção, que, eu sei, estão só começando.
Mas eu acho que não baterei na minha filha. Hoje, eu acho que esse não é o melhor caminho.
Primeiro, porque essa é a minha filosofia de hoje. E depois, por que eu vejo o resultado claro disso. Sério, repare: os que comentam dizendo que "apanharam muito e nem por isso são traumatizados" são sempre os mais sequelados.
Sei não, melhor conversar.


PS: Foi meio assim com a questão de "deixar chorar". Uma ou outra vez, no desespero, eu falei que ia deixar a Lara chorar até dormir. Mas aí comecei a reparar. Gente que eu conheço que deixou o filho chorar quando bebê têm problemas de sono com eles com 4, 5, 14 (!!!) anos. Os que eu conheço que não deixaram, não têm!! Tudo bem, a estatística é distorcida, mas isso foi o suficiente por eu continuar não deixando chorar.

Segunda-feira, Março 05, 2012

Como funciona a mente masculina

Desde que a Lara entrou na escola, marido é o responsável por busca-la e dar o jantar (que a empregada deixou previamente congelado). Eis que estou eu, naquele horário conhecido pelos jornalistas como fechamento, correndo horrores, quando ele me liga:

Marido (indignado): Não tem comida nenhuma para dar para a Lara nesta casa!!!!
Eu (irônica): Nooooossa, sério?? E agora, o que você vai fazer???
Marido (depois de pensar um pouco): Levo ela para a minha mãe???



PS: Se você é pai, a resposta certa seria:
a) Farei a comida dela from scratch (ganha cinco estrelas)
b) Levarei a menina em um restaurante (ganha três estrelas)
c) Comprarei uma papinha nestlé (não ganha nenhuma estrela, mas também não vai parar no conselho tutelar).

Terça-feira, Fevereiro 14, 2012

Lara vira para mim e pede: “mãe, pão”. Eu dou e ela diz “deíça (delícia)”. Morde uma vez e me devolve: “té não, uim (ruim)”. Quem foi que deixou essa menina cheia das palavra aqui em casa?

Brinca sozinha e eu me delicio olhando. Levanta a calcinha da boneca e fala “tá di cocô”.
Diz “vaca muuuu, igal (legal), ovo (de novo), vaca muuuuu”. Ela mesmo pede para repetir, posso com isso?

E as palavrinhas vão mudando e ganhando mais letras. Caco já virou macaco, Fafá agora é giafa. Fala meleca com todas as letras e adora falar o “lé”, repete várias vezes. Acho uma sílaba tão difícil, hehe.


PS: E Lara está adorando a escolinha!! Na primeira semana, ficou com a gente nos três primeiros dias. Ficava bem, mas logo chamava “mamãe, mamãe”, me via e se tranquilizava. No terceiro dia, levou uma mordida, e eu chorei mais do que ela. Ela falava “o neném, o neném”, sem conseguir acreditar que o neném tinha feito aquilo.
No dia seguinte, já tinha esquecido, ficou pela primeira vez sozinha e ficou bem. Na semana seguinte foi o resto da adaptação, duas horas por dia, chorava na hora que eu a deixava mas antes mesmo de eu ir embora já se distraía. Agora, corre para a sala para abraçar a professora, a quem parece adorar, e brinca muito.
Hoje fiquei esperando a chuva passar e espiando a turma dela detrás de uma árvore, e a vi brincando feliz, correndo atrás de um amiguinho, rindo à beça. Tomara que continue assim.
E eu estou adorando ser mãe de aluna, vejo a agenda feliz todos os dias, sigo direitinho o cardápio que eles pedem (que eu AMEI, suco de beterraba e pão caseiro sem leite para a Lara!!), mal posso esperar para mandá-la fantasiada no baile de carnaval!

Domingo, Janeiro 29, 2012

Lara em Gramado e na escola



Comecei o ano com direito a alguns dias de férias e, como não consigo parar quieta, peguei Lara e segui husband que iria trabalhar em Porto Alegre. Ficamos dois dias na capital gaúcha, ele trabalhando o dia inteiro e eu procurando o que fazer com a Lara. No primeiro dia, foi ótimo, saí a pé do meu hotel no centro, enfrentei o tumulto com carrinho e fomos ao Mercado Municipal, Museu de Arte, praças... No segundo dia, porém, choveu. E vou te contar, viajar com criança sozinha é tipo dançar creu, tem que ter disposição. Viajar com criança sozinha em dia de chuva, é velocidade cinco. Peguei um táxi e fui parar no refúgio das mães no dilúvio, o shopping. Andei o dia inteiro, aproveitei promoções, Lara dormiu horrores no carrinho, mas depois eu já não agüentava mais e até ver Alvin e os Esquilos 3 com ela eu fui (claro que ela não agüentou o filme todo, mas deu um descanso, hehe).
No fim de semana, partimos para uma daquelas viagens que sempre disse “quando tiver filho vou fazer”: Gramado no Natal . Ok, era meio de janeiro, mas o Natal lá vai de novembro até o primeiro mês do ano. E aí, mesmo com chuva, foi sensacional. No primeiro dia andamos muito (capa de chuva no carrinho e no marido que empurrava o carrinho, guarda-chuva para mim), fomos na Vila do Natal, andamos de carrossel, almoçamos um galeto (Lara comeu polenta, olha só como eu fico liberal em viagens), vimos um musical de Natal (e ela AMOU, viu tudo, riu muito e quis abraçar os personagens no final, vimos o famoso coral da Árvore Cantante e aí ela capotou no carrinho tanto que mamãe e papai puderam comer uma sequencia de foundue inteira com ela dormindo.
No dia seguinte, fez sol (aleluia) e pudemos ir na Aldeia do Papai Noel, que Lara ama!! Ver o Natal pelos olhos dela é muito lindo, ela, que já falava o mais fofo dos “papai (pausa) oiel”, aprendeu a dizer “ena”, “tenzinho”... Almoçamos uma massa deliciosa (Cantina Pastaciutta), vimos a Parada do Natal e, infelizmente, era hora de ir para casa (jaaaaaa).
Escola
Cheguei em casa e tive que lidar com a realidade que vinha adiando: a babá grávida. Já tinha pedido umas indicações, nao achava nada que me agradava, a babá faltando cada vez mais e eu levando Lara para a empregada da sogra olhar. Horrível. Pensei muito, conversei com o marido, e resolvi antecipar a entrada da Lara na escola, que previa acontecer só em agosto.
Na minha opinião, ela ficava na casinha dela até os 2 anos ou até mais, se tivessem mais crianças da idade dela por perto. Mas a idéia de deixa-la com uma pessoa estranha, em quem eu ainda não confio, o dia inteiro, não me agradou. Achei melhor coloca-la na escolinha a tarde (sem crase nesse computador!!), já que so saio no fim da manha para trabalhar. A baba so terá filho em junho, em abril eu estou de férias e lido com a contratação de outra pessoa.
Ai começou um outro parto: escolher a escola. Com o agravante que as matriculas já haviam sido feitas e faltavam vagas em muitas delas. Na primeira escola que eu fui (e que gostava do método) não tinha vaga a tarde. Passei duas semanas perambulando por Brasilia, triste por não encontrar nada que gostava. Ou tinham crianças demais (25 bebes de 1 ano e meio em uma sala e muita gente!!!!), ou professoras de menos, ou estrutura nenhuma, ou a grama era sintética (minhas amigas falam que eu sou doida e implico com as coisas mais surreais, hohoho). E TODAS servem bolo de cenoura com chocolate para bebes de 1 ano. Por que, meu Deus, por que???
Só sei que nenhuma agradou o meu coração (ooooun).
Na quarta-feira eu já estava desesperada, olhando escolinhas a quilometros, quando a secretaria da primeira escola me liga dizendo que uma mãe passou o filho para o periodo da manha e surgiu uma vaga. Graças a Deus. No dia seguinte, matriculei minha filha na escola do jeitinho que eu queria: pequena, poucos alunos por sala, o numero suficiente de professoras e auxiliares, um método não muito tradicional mas não totalmente alternativa e que o lanche e mandado de casa. (Só o preço não me agradou, mas todas são um absurdo de caro).
Aulinhas começam amanha. Estou contente com a escolha, mas nem por isso menos tensa e emocionada. Ver minha gata de uniforme é tipo Galvao Bueno: teste para cardíaco.

PS: Tem ainda o capítulo “A mochila”. Full disclosure: não tenho problema nenhum com as princesas da Disney nem com o fato de que minha filha provavelmente vai gostar delas (ela já fala sincesa). Acho que contos de fadas fazem parte da infância de meninos e meninas e não considero que ela vá pensar que só viverá feliz para sempre se encontrar o príncipe encantado. Mas pqp, por que TUDO tem que ser das princesas e de gosto tão duvidoso???? Queria uma mochila pequena e uma lancheira grande, as mochilas pequenas eram todas rooooosa, com laaaaaços e gliiiiiitter e briiiiilho e apliiiiiicações e MUITO CARAS. Lancheira não achei nenhuma que me agradasse. Queria mesmo a mochila da Emília (do sítio) que achei fofa, mas não encontrei pequena e não tinha muito tempo para procurar. Acabei comprando uma da Polly (ninina, como a Lara diz) que foi a mais discreta (ou a menos espalhafatosa) e encomendando uma lancheira para o cunhado que está viajando, coitado, para comprar enxoval de gêmeos!!! Padrinho é para isso, ne?